domingo, 1 de abril de 2012

e lá vamos nós outra vez!

começo sem pôr título... quero acreditar que ao longo disto alguma ideia me irá surgir.
tenho uma nova vida agora... as coisas são diferentes, em parte. e eu até gosto.
estamos aqui, estamos na Páscoa, de longe a minha altura do ano favorita. mas é aqui que tudo se complica outra vez. é aqui que tudo volta a girar em torno de ti, em que eu me apaixono por ti outra vez. será que vais gostar de me ver com a roupa? melhor, será que vais ficar deslumbrado comigo? o nervoso miudinho de se vais lá casa ou não, de se vou ser eu a vestir'te a opa branca de Ministro, de se vou conseguir tirar'te as palavras e colocar aquele sorriso no rosto, como vem acontecendo, que faz a minha mãe brincar contigo.
o estarmos todos os dias juntos, esta semana, não ajuda, mas eu quero'o muito. é uma loucura dentro de mim, um fernezim que me faz descer bem ao fundo e que me trás ao cimo num ápice.
sinto uma dor dentro de mim. começo a imaginar, no acampamento dos bombeiros, tu a sentires'te mal e a quereres'me à tua beira, a quereres que te abrace para não te sentires sozinho.
sabes, por vezes consigo mesmo detestar'te, sentir quase nojo de ti, fartar'me de ti. a sério que consigo. quando tu vens com as tuas implicâncias eu vou aos arames, apetece'me dizer'te poucas mas boas, daquelas bem fortes, que atingem como um raio. mas depois tu olhas para mim, sorris e eu só quero te abraçar.

fiz uma pausa para ir à reunião, onde tu estavas. levaste a tua namorada, mas ela ficou bem lá atrás, nem a vi. vi'te a ti, como vi esta manhã. o teu jeito, encostado à pedra da igreja, o teu olhar triste, o teu semblante carregado, como todos te conhecem. as tuas palavras serenas, a tua voz...
o chefinho falou em como o facto de seres tu a desempenhares o papel que vais desempenhar na celebração de sexta é importante para muita gente. é verdade. muita gente vê'te como a estátua de estimação do altar, como aquele rapaz que é incapaz de esboçar sequer um sorriso, frio, distante. mas é nesse dia em que tu mostras que isso não é verdade. mostras que tens sentimentos, que te emocionas como os outros, que és capaz de ter gestos que espantam muita gente.
senti, mais uma vez aquela vontade de saltar para os teus braços quando, sentada no banco do órgão, tu pousaste os teus olhos em cima de mim e, mesmo olhando para ti, tu continuaste a olhar para mim. parecias extasiado, e eu tenho saudades de quando ficavas assim comigo. de quando eu te punha a sorrir, de quando éramos aquilo a que se chama de amigos. tenho muitas saudades das noites à rebelia passadas no MSN, dos momentos em que, apesar de também estares em baixo, não me deixavas sair até veres que eu estava mesmo bem, até me confortares com as tuas palavras...
eu tenho saudades de muitos momentos, de muitas reuniões, de muitas missas, de muitas celebrações, conversas, músicas...

acabei por fazer este post só por ti, mas fez bem desabafar algumas coisas...

esta imagem recorda'me daquele momento, consegues lembrar'te? fiquei com uma dor de costas horrível no dia seguinte, o cheiro do teu perfume perseguiu-me por meses, a memória do teu abraço está comigo ainda hoje...
                                                                                                                01/04/2012

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